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Jipe-robô Curiosity desbravavando Marte

Extraído do G1



Moicano de diretor de voo da Nasa vira hit na internet durante missão

Bobak Ferdowsi é um dos controladores do jipe-robô Curiosity.
Desde o pouso da nave, seu twitter pulou de 200 para 24 mil seguidores.

Do G1, em São Paulo
Moicano de diretor de voo da Nasa virou sensação na internet nesta segunda  (Foto: AP)Moicano de diretor de voo da Nasa virou sensação na internet nesta segunda (Foto: AP)
Enquanto o jipe-robô Curiosity desbravava fronteiras ao pousar em Marte, quem roubou as atenções na internet foi um dos diretores de voo da missão, o engenheiro de sistemas Bobak Ferdowsi. O motivo? Contrariando a imagem séria dos colegas ao lado, Ferdowsi usava um cabelo moicano vermelho, com estrelas pintadas de amarelo ao lado.
O americano virou sensação na internet e ganhou o apelido de "namoradinho da Nasa". Em poucas horas, sua conta no serviço de microblogs Twitter foi de 200 para 23 mil seguidores. Ferdowsi também ganhou Tumblrs em sua homenagem, como o "Nasa needs more mohawks" ("A Nasa precisa de mais moicanos", em inglês).
No Twitter, ele disse "não estar pronto para a atenção", mas feliz por mostrar que "diversos tipos [de pessoas] fazem o Curiosity". "Se ao menos meus colegas parassem de tirar sarro...", brincou.
Montagem com foto diz: 'Guia uma nave pelo espaço... diretamente para meu coração' (Foto: Reprodução)Montagem feita na internet em cima da foto da AP diz: 'Guia uma nave pelo espaço... diretamente para meu coração' (Foto: Reprodução)
Em entrevista ao site BuzzFeed, Ferdowsi disse que não tinha ideia de que seu cabelo repercutiria tanto, porque não é a primeira vez que ele aparece no controle de missão assim. “Tenho mudado a cor do meu cabelo para cada grande evento que fazemos”, explicou.
Nos anos 1960 e 1970, Gene Kranz, que chefiou a sala de controle durante o pouso da Apollo 11 na Lua e o acidente da Apollo 13, também era famoso por sua vaidade. Segundo sua biografia, Kranz usava um colete diferente a cada missão, todos bordados por sua esposa.
Bobak Ferdowsi, seu moicano e os colegas no controle de missão da Nasa (Foto: AP)Bobak Ferdowsi, seu moicano e os colegas no controle de missão da Nasa (Foto: AP)
A missão
O Curiosity pousou no planeta na madrugada desta segunda-feira (6) – às 2h33 de Brasília. Agora, deve passar um ano marciano (dois da Terra) pesquisando sinais que indiquem se o planeta já teve condições de abrigar vida.

Os controladores da missão da Nasa aplaudiram e gritaram com entusiasmo quando receberam sinais confirmando que o jipe-robô sobreviveu à perigosa descida no céu marciano e aterrissou são e salvo no fundo da vasta cratera Gale, no hemisfério sul, perto do equador.
Após sua chegada à superficie de Marte, ele  iniciará uma revisão de todos os seus sistemas, antes de começar a enviar informações e dados vindos do planeta vermelho. Ainda esta semana, o jipe deve ativar outra câmera e enviar imagens coloridas, depois de já ter mandado fotos em preto e branco.
O jipe-robô Curiosity e seu paraquedas foram fotografados pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter. (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)O jipe-robô Curiosity e seu paraquedas foram fotografados pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter. (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)
As informações recolhidas pelo Curiosity serão enviadas apenas uma vez por dia. Após essa transmissão, o explorador automaticamente passa a processar e interpretar novas informações. As observações registradas são armazenadas no computador de controle do robô e, posteriormente, no satélite que mantém sua comunicação com a Terra.
Pouso nesta madrugada
Momentos após o pouso, a Curiosity enviou suas três primeiras imagens do solo marciano. Numa delas, uma roda do veículo e a sombra do jipe apareciam à frente do terreno pedregoso.

A operação de pouso foi considerada a mais complexa na história dos voos espaciais não tripulados. Por causa da demora nas comunicações por rádio entre a Terra e Marte, todo o processo precisou ser autoguiado, sem a interferência de técnicos.
Para reduzir sua velocidade, a sonda contou com um paraquedas especial, uma mochila a jato e um inédito "guindaste aéreo" que auxiliou no pouso.
O Curiosity é o primeiro laboratório completo sobre rodas a ser enviado para outro planeta. Ele passará dois anos explorando a cratera Gale e uma montanha vizinha de 5 mil metros de altura, que parece ser formada por sedimentos provenientes da cratera, gerada por sua vez pelo impacto de um grande corpo celeste.

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