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LOTOFÁCIL MEGA SENA QUINA DUPLA SENA
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Feliz encontro

Extraído do Blog Opinamundos

Feliz encontro



A Sorte não lhe acompanhava, sentia falta dela a cada instante. Não era casado com ela, apenas flertava-a diariamente. Sonhava em beija-la até perder o fôlego. Cortejava-a de todas as formas. E de tão insistente que foi, finalmente marcaram um encontro.
Disse a sorte:
- Olha vou te dar chance que sempre quis comigo, mas com uma condição...
Ele – Claro, claro, qualquer condição que desejares...
Sorte - Seja pontual!!
Ele - Como assim pontual??
Sorte - Quem acorda cedo acha a carteira...
Pensou... Que enigmática essa tal de Sorte... Só faltou completar: Decifra-me ou devoro-te...
Alguns dias se passaram, mas a pontualidade também passou a lhe faltar... Que desgramado, sem sorte e agora sem pontualidade... Pensou no pior, mas percebeu que nada adiantaria pensamentos torpes. Resolveu agir!!! Colocou todos os despertadores a seu favor... E claro todos falharam, uns tocaram horas antes e não adiantou e outros atrasaram mesmo...
Desolado consultou seu coração. Como sem sorte e sem pontualidade vou chegar a algum lugar? E logo lhe veio a mente uma frase de Shakespeare “... se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve..." Aquilo lhe despertou algumas dúvidas, afinal queria realmente a sorte ou a felicidade? E onde a pontualidade entra nessa história toda? A sorte é pontual e a felicidade não? Uma tem hora e lugar certo para acontecer, já a outra não, qualquer hora é hora e qualquer lugar pode ser propício para ela acontecer... Uma é rígida, lógica e fugaz, a outra flexível, poética e traz paz... Uma está fora e depende do acaso, a outra está dentro e depende apenas de você...
A sorte já não lhe despertava o encanto inicial, a felicidade sim. E melhor, não era necessário encontra-la lá fora, dentro de si já lhe bastava. 
Vasculhou o que tinha dentro, limpou a casa e bem lá no canto escondido, lá estava ela, junto com sonhos abandonados...
Casou imediatamente com ela... Encontrou-se finalmente e passou a trilhar o caminho que sempre quis... Nas ruas alguns elogiavam sua feliz pontualidade em tudo, já outros diziam que tudo não passava de pura sorte... Mas ele sabia... E só ele sabia, que tudo foi uma busca no lugar e na hora certa...
Alex Campos (CRÔNICAS QUASE CÔMICAS)
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Seleção do Vô Zagallo

Extraído do Blog Opinamundos

Seleção do Vô Zagallo

Cursava o terceiro ano do segundo grau, ou ensino médio, como queiram, afinal sou um pouco... Sou dos anos 70, alias só nasci nessa década. Melhor, bem no final dela... Perpassei minha infância pela década perdida, aquela onde se trocava de moeda e se remarcavam preços nos mercados e quitandas, todos os dias. Tipo: 
- Oh Luiz, vai comprar meia dúzia de ovos pra sua mãe...
- Agora mãe?
- Sim, porque se deixar pra depois, não vai ser mais 10 cruzados...
Beleza já rendeu demais esse texto meia boca. Vamos ao que interessa. Acho que estava em 1995, decidindo minha vida acadêmica, ou perdido mesmo, sem saber o que eu ia ser, depois dessa tortura, chamada cursinho...
Depois do pré-universitário, onde estudava o dia inteiro e o resto da noite, quando tinha simulado no dia seguinte, eu aproveitava para ser uma pessoa normal. Jogava bola.
A famosa pelada corria sem uma organização formal, até que um belo dia apareceu quem faltava: O TREINADOR.
Um velinho, franzino, alguns poucos cabelos brancos e pai de um menino, que tinha idade de ser o seu bisneto. Tal fato lhe dava a jovialidade necessária para se achar o Zagallo do nosso recém-formado time. Lembro-me que no dia seguinte de sua apresentação ao grupo, até a sobrancelha do velho estava pintada de preto, cor de petróleo...
Aparentando um velho de pelos tingidos de preto petróleo, porém se achando 30 anos mais jovem, começaram as séries de treinamentos e palestras motivacionais.
Semana após semana, o time se fortalecia. Já pensava seriamente em ser jogador de futebol... Quatro semanas de treinamentos intensivos, me sentia da seleção brasileira, de tão preparado.
Enfim, o nosso primeiro "amistoso" estava devidamente marcado. Vô Zagallo marcou tudo direitinho, e ainda escalou seu filho, como gandula do jogo... Achei estranho, nós garotos de 15 a 17 anos ter que jogar com senhores de quase 30 anos... Os Pedreiros Futebol Clube, era um time aguerrido, minto truculento mesmo... Era canela inchada pra todo lado, levava cada pedrada no gol (sim, era o goleiro da seleção do Vô)... E não é que fizemos gol nos Pedreiros. Pois é, não apenas 1, mas 4 gols... Que loucura cometemos... Resumo da pelada: Revolta generalizada dos Pedrera contra os juvenas. Confusão estabelecida... Pensei fu♀♪☼... vou tomar porrada... Mas quem salvou nosso time?
Ele, o Vô Zagallo, sim e só podia ser ele. Tomou-lhe um pequeno empurrão, daqueles:
- ei veio sai daqui... É daqueles bem fraquinho mesmo...
Foi-se... O veio caiu igual uma porta no chão... Silêncio na quadra, a confusão acabou naquele instante... Morreu, pensamos todos. Todos foram acudir o Vô... Graças a Deus não foi dessa vez, só banhou de sangue vivo, sua sobrancelha preto petróleo... 
Que pena!!! Assim foi o primeiro e último jogo da nossa futura e promissora seleção... 

Por

Alex Campos (Projeto: Crônicas quase Cômicas)

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